Hoje bateu em mim um doído arrependimento por não ter sentido um pouco mais de saudades de ti. Saudade do cheiro cheiroso do teu perfume inebriante. Saudade do teu sorriso e do teu fixo olhar quando teus olhos me sorriam um sorriso pontual. Saudade do teu "não" no lugar do sim, que você deixou escapar para dar lugar a essa imorredoura saudade que não quer passar. Saudade do teu corpo que, se esquivando, não se deixou mostrar. Saudade do ciúme que controlava nossa insegurança. Saudade por não ter notícias do meu eu, junto ao teu, que de mim se perdeu. Saudade... melhor seria se você não existisse.
Jairo Borges