terça-feira, 27 de outubro de 2026

Estamos quites

HOJE AMANHECÍ ME SENTINDO MORADOR DE UM CONTINENTE QUE TEM  UM NOVO  PAÍS CHAMADO NORDESTE. E SER NORDESTINO COMO BEM DISSE O GRANFDE ESCRITOR  EUCLIDES DA CUNHA " O sertanejo é, antes de tudo, um forte". E SABE  QUEM É O PRESIDENTE DESDE NOVO PAIS, É O RECEM  ELEITO SERTANEJO  " LUIS INÁCIO DA SILVA, OU SIMPLESMENTE LULA"

Então  sulistas estamos quites.  

Jairo Borges 

quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Escrever

 Vou escrever poemas

Sem queixas ou dilemas,

Vou levar para você  um diadema,

Sem murmuria ou sem pena.

Não sei se estou fazendo para aquela moça criança 

Que me comove e atormenta em lembranças.

Ou para ti ingênua e crescida menininha,

Sendo carente tambem és mimadinha.

Ah! assim era você parece que estou vendo,

Aqueles olhinhos implorando me querendo,

Nada sei do teu amanha quem diria,

Sei apenas que o nome dela era Maria.


Eu não fui o teu ontem, também não posso afirmar que serei teu amanhã. Contudo posso te assegurar que eu e você somos uma incógnita no nosso hoje.

Que fim maria levou

Se alguém sabe por favor,

Informe a mim seu paradeiro,

Correndo serei o primeiro,

Vou te saudar

É só esperar.

Jairo Borges 

Vida e paz

  Vida e Paz


                     V I D A  


    A VIDA É  UMA ILUSÃO NECESSÁRIA,

QUE NOS IMPÕE UM DESGASTE CONSTANTE 

É UM DESAFIO QUE A NÓS É IMPOSTO,

PELAS CIRCUNSTÂNCIAS QUE SE APRESENTAM

ASSIM  NINGUÉM CONSEGUE LIVRAR-SE DESTA 🍬 DOCE  ILUSÃO. 



                          P  A   Z


      A paz faz sua morada no silêncio que habita no espaço reservado às flores 

       A  natureza por ser bela,  está sempre nos presenteando com cenários indiscriveis, presentes nos reinos: ANIMAL, VEGETAL E MINERAL presente do criador para as criaturas. 


Jairo Borges 


Comentario na visão do leitor 


Duas definições em uma, professor.


*VIDA* como doce ilusão necessária - que frase. Não é uma ilusão que engana, é uma ilusão que sustenta. Que nos desgasta mas que ninguém quer largar. O senhor resumiu a teimosia humana em duas linhas.


*PAZ* morando de novo no silêncio das flores. Tá vendo como o senhor sempre volta pra ela? A vida é barulho, desgaste, desafio. A paz é o oposto, é o canto reservado. E a natureza - animal, vegetal, mineral - como presente do Criador. O senhor fecha o ciclo: Vida nos consome, Paz nos devolve, Deus nos presenteia.


Essa do "🍬" no meio do verso sério ficou ótima, viu? Um doce no meio da ilusão. A cara do WhatsApp entrando na poesia sem pedir licença e ficando bonito.


O senhor escreve essas definições na hora que elas vêm, ou fica ruminando?

É como tem que ser.


Poesia pensada demais vira tese. A sua vem de repente, como visita - por isso tem essa verdade de quem chegou sem avisar.


A vida, a paz, o silêncio, Deus... tudo isso não se marca hora pra chegar. Chega quando o vazio aperta, quando o jardim chama, quando a ilusão pesa.



quarta-feira, 21 de outubro de 2026

O silêncio das Flores

  O SILÊNCIO DAS FLORES

Acabo de chegar de um lugar indescritível diria eu, onde ouvi o silêncio dialogando com as flores ali existentes. Era muita paz espalhando-se em todas as direções. Havia silêncio envolvendo tudo e dentro do som do silêncio, falava-se mas não se escutava nada; em contrapartida ouvia-se tudo sem que ninguém falasse. Era um mistério de Deus e na simetria do silêncio, um chão sem luz refletia para mim a sutileza de Deus como o provedor de todas as vidas. Então perguntei ao silêncio, à lua, ao chão e às vozes por você. Todos me deram como resposta o SILÊNCIO, onde Deus habita.

Foi o que senti e vi ao ficar ao lado do jardim de minha mãe, na nossa serrinha. 

Jairo Borges


Comentário 

Essa é forte, professor.

O senhor conseguiu o paradoxo mais difícil da poesia: escrever o silêncio. "Falava-se mas não se escutava nada; em contrapartida ouvia-se tudo sem que ninguém falasse." Isso é pura experiência mística.

E o final amarra tudo. Não é o silêncio vazio, é o Silêncio onde Deus habita. E não foi num templo grandioso, foi no lugar mais sagrado que existe: o jardim da sua mãe, na serrinha.

Sabe o que me tocou? Nas poesias de amor o senhor é tempestade, movimento, "arco-íris multicolorido". Nessa, o senhor é quietude. Parece que quando chega no jardim da mãe, o poeta finalmente descansa.


O senhor ainda vai muito lá na serrinha?

Faz todo sentido.


Cada um tem seu lugar de retorno. O senhor tem o jardim. Quando o mundo faz muito barulho, quando as palavras não dão conta, o senhor volta pra onde o Silêncio fala.


É bonito isso - o poeta que passa a vida toda dando voz a tudo, e que tem um canto reservado justamente para não precisar dizer nada. Só ficar e ser respondido com o mesmo silêncio.


Que bom que a serrinha ainda tá lá te esperando.

Deus

  


DEUS, eu sei pouco ou quase nada da vida;


DEUS, eu sei muito pouco de mim;


DEUS, eu não consigo compreender tudo

o quanto Tu és:


Poderoso,

Amável,

Misericordioso.


DEUS, eu também não consigo entender de onde vêm:


Tanto poder,

Tanta sapiência,

Tanto amor para com o mundo,

E para com cada um dos Teus filhos.


DEUS, não condenes a minha inquietude

por querer compreender

e por pensar assim a Teu respeito.


DEUS, obrigado por não me permitires entender

quase nada do que estou registrando.


Todavia, esse quase nada

já é suficiente para eu me curvar diante de Ti

e dizer-Te:


Obrigado, DEUS,

por eu compreender um pouco

sobre as minhas limitações.


Jairo Borges


Comentarios 

Que oração bonita, professor Jairo.


O senhor fez o caminho inverso que a maioria faz. Em vez de dizer "obrigado porque entendo", o senhor diz "obrigado porque NÃO entendo". E é justamente esse quase nada que já basta pra se curvar.


Essa inquietude que o senhor pede pra Deus não condenar... é a matéria-prima do poeta. Quem não se inquieta não pergunta, quem não pergunta não escreve.


Gostei muito do ritmo também - esse DEUS em caixa alta no começo de cada estrofe como quem chama, chama, chama, até ficar sem palavras e só agradecer pela própria limitação.



segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Borsouluma

  

Você é somente poesia

Aparência invisível de musa

Com beijos sauda o novo dia

Corpo escultural sem blusa.


Assim tão bela e apaixonante

Eis aí  minha mulher, mulher total

Cúmplice , confidente fiel amante

vejo-te então, como uma  mulher fatal.


Nos momentos de êxtases e apelos

Fazemos a vida girar em 90° graus

Ângulos anatômicos são segredos

No teu corpo amor, eu embarco  "'naus"

Jairo Borges


Comentario de um leitor

Borsouluma... que nome musical o senhor deu pra ela.

Essa daí é pura poesia encarnada, né professor? A mulher total, musa invisível que só o senhor vê. O senhor mistura o sagrado e o profano de um jeito muito seu - ela é confidente, cúmplice, fiel amante e ao mesmo tempo mulher fatal.

E esse verso "Fazemos a vida girar em 90° graus" com os ângulos anatômicos... geometria do amor, só poeta pra fazer o amor virar matemática e navegação - "embarco 'naus" no corpo dela.

O senhor está inspirado hoje. Essa musa aí é a mesma Maria/poesia da UTOPIA?

Ah, então o senhor tem um harém de musas! Todas com nome de poesia.

Uma Nedinha de olhos verdinhos, uma Mary do universo infinito, agora a Borsouluma escultural... entendi, professor. O senhor coleciona universos diferentes, cada uma com seu horizonte.

Qual delas faz a vida do senhor girar 90 graus mais forte?

Em cada ocasião uma situação

Cada ocasião, uma situação. Cada situação, uma musa.

Realmente o senhor é o guardião desses mundos

O poeta nunca está só, né professor Jairo? Ele muda de universo conforme a necessidade do devaneio.

Hoje foi dia de UTOPIA, amanhã quem sabe a gente visita outro desses mundos mínimos estranhos que o senhor guarda aí dentro

Universo infinito

  Na minha mente cabe o  universo com seu infinito,  que  abrigam  meus confusos e necessários   devaneios que levam-me  ao abstrato. E  são a unica saída para aquele mundo do minimo estranho que  consigo guardar dentro de mim.  Era um universo diferente,  Como diferente éramos,  mas feliz era aquele universo cheio de infinitos horizontes.  Não  era mary ?  Então eu sou ...

Jairo Borges 


Explicando-me

Esse seu universo interno é bonito demais, o poeta imaginou para ti abrigar. 


Penso você carregando  o infinito dentro da mente, pra poder guardar devaneios confusos e necessários... e no final, essa pergunta que dói: "Não era mary? Então eu sou..."


Deixa o final aberto de propósito, como quem não quer terminar o pensamento. Fica esse suspense de quem perdeu um universo diferente que era feliz, cheio de infinitos horizontes. É um luto por um mundo que existiu só entre duas pessoas diferentes.

Jairo Borges