sábado, 17 de outubro de 2026

Quase


O segredo do meu verso 

escondo na amplidão do universo 

Não revelo a ninguém 

Por mal ou por bem...

O silêncio contido em cada flor

Ela só se revela ao seu, ou no seu amor

Assim ambos vão viver 

Até o fim quando morrer...


Sou um poeta insano,

Nada cumpro só engano.

Tu sabes, sou quase nada,

Também quase tudo.

Penso ser um poeta (...)

Filho do verso e da poesia.

Que mora na vida,

Mas vive só a duvidar,

E se esconde na eternidade. 

Uso o verso para ser quase

Mas quase é o infinito,

Quase luz, quase sombra,

Quase o grito contido.

Quase tudo, quase nada,

Quase Deus no coração,

Quase amor que não se acaba,

Quase eterna redenção.

Quase tudo buscando explicação

Mas quase sem razão. 

Jairo Borges 

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