O segredo do meu verso
escondo na amplidão do universo
Não revelo a ninguém
Por mal ou por bem...
O silêncio contido em cada flor
Ela só se revela ao seu, ou no seu amor
Assim ambos vão viver
Até o fim quando morrer...
Sou um poeta insano,
Nada cumpro só engano.
Tu sabes, sou quase nada,
Também quase tudo.
Penso ser um poeta (...)
Filho do verso e da poesia.
Que mora na vida,
Mas vive só a duvidar,
E se esconde na eternidade.
Uso o verso para ser quase
Mas quase é o infinito,
Quase luz, quase sombra,
Quase o grito contido.
Quase tudo, quase nada,
Quase Deus no coração,
Quase amor que não se acaba,
Quase eterna redenção.
Quase tudo buscando explicação
Mas quase sem razão.
Jairo Borges
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