O sol, a lua, a vida... a sua,
que eu chamo de beleza pura.
Viu, criatura?
Escrever me dá prazer,
quando me inspiro para falar de você...
para você somente.
Se não, vejamos:
pensando em você agora,
veio-me à mente este pensamento:
Hoje te peço: veste-te de verde-claro,
olha-te no espelho,
deixa tua nudez refletida sob a luz ambiente...
mas guarda o segredo.
O cheiro aromatizado que o suor do teu corpo expele
aguça meu faro e, quase transtornado,
me leva a um delírio à beira da loucura.
Memória obscura aflorada
nas lembranças das tardes de domingo de outrora:
"Vesperal Club da cidade,
adolescentes se descobrindo"...
Ah! O tempo parou.
Envelhecemos. Ponto final.
Não precisamos mais das interrogações.
Envelhecemos, porém o poeta
se equilibra no tempo
e, amanhecendo com um novo dia,
renova sua poesia.
Jairo Borges
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