Queria eu agora crer
no que já não se crê,
só para não crer
em você.
Hoje vou adormecer
escrevendo poesia,
para ninar uma certa e encantadora
Maria.
Vou contar para ela contos de fada,
confessar que tu és uma mulher
muito amada.
Vou compará-la a uma estrela cadente,
que no céu passa e vai
alegrando a gente.
Jairo Borges
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