sábado, 26 de setembro de 2026

Isabel Rosas e Marias


            EU RIO


Também eu rio do que não tem graça,

Porque a desgraça também passa.

E quanta graça a gente joga fora, de graça, que também passa.

Na vida, a gente tanto passa, como também, sem perceber, se passa.

Eu prefiro ser mutante, sem no entanto mudar minha essência de ser constante e viver.


               O RIO


O rio corre, depois morre,

Deságua nas águas do mar.

O rio ri de si. Dou gargalhadas

Sem mostrar as mágoas...


Eu amo a natureza plenamente,

Tão sublime e sem igual, sua beleza assim natural.

O jardim florido, ativo e vivo!

Perfumado, aclamado, desejado,

Um atrativo para os seres do Criador:

Abelhas, colibris e borboletas.

Inexplicável, incontestável,

Sua harmonia inspira o poeta a produzir poesia para Isabel, para as Rosas, para as Marias e para você que não me lê.


         EU RIO - AO VER CHOVER


Eu rio

Ao ver

Chover.

Logo

Ver

O rio

Correr

Alegra

Eu

E

Você.


Rio,

Não

Ria...


Faça

Sua

Travessia

Rumo

Ao

Mar.


Jairo Borges

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